Toda vez que um treinador é demitido, sempre surgem as mesmas questões a serem revistas. Não houve planejamento e a culpa da diretoria incompetente, essas são as mais usadas geralmente. Será que um treinador que simplesmente escala as peças que tem em mãos tem tanta culpa assim?
Se existe uma coisa em que realmente acredito é de que o treinador é parte de um processo e não “o processo” em si. O treinador é contratado pelo clube e exige no mínimo autonomia para realizar o seu trabalho (no mundo perfeito!). Vamos falar um pouco sobre este trabalho dele (o professor), pois não é simplesmente escalar a equipe. Exige um trabalho com sua comissão em cima dos treinamentos, concentrações e tudo com foco no resultado, enfim o trabalho do professor deveria simplesmente ser resumido em vestiário e campo e não em discussões entre diretoria, isso já é um papel de dirigente, assunto para outro post.
Tudo bem que cada caso é um caso, a perda do vestiário é uma das que mais acontecem no meio, pois perder o grupo é pior do que os resultados não acontecerem. Muitas vezes quando o treinador chega a escalar um jogador menos “queridinho” ou ainda deixá-lo no banco não admite pitacos de diretores do clube ou ainda empresários (- com toda razão). Mas ainda sim não pode perder o foco no produto final, que é o resultado!
Claro que a insatisfação do torcedor faz com que aconteçam algumas demissões tentando evitar que o ruim fique pior e para movimentar um pouco as coisas dentro dos vestiários. Assim os jogadores terão que mostrar trabalho para o novo professor e para se firmar no time.
Fernando Furlaneti
